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Conheça as principais acreditações e certificações hospitalares

Cada vez mais as organizações de Saúde concentram esforços para capacitar o capital humano, padronizar processos, automatizar procedimentos administrativos, e, com isso, profissionalizar a gestão, reduzir custos e alcançar a excelência. As certificações e acreditações são instrumentos essenciais na consolidação dessas perspectivas, já que entregam maior credibilidade, garantia de eficácia nos métodos de gestão, referencial seguro para a melhoria contínua, além de diagnóstico objetivo sobre o desempenho dos processos.

Embora tragam resultados semelhantes, os dois tipos de reconhecimento têm diferenças sutis. As certificações são concedidas por um organismo imparcial de notório reconhecimento público, que atesta por escrito que os produtos, processos ou sistemas de qualidade de uma instituição estão de acordo com requisitos especificados. Já as acreditações são um reconhecimento formal (por uma autoridade acreditada) da competência de um hospital para desenvolver tarefas específicas, de acordo com critérios pré-definidos. Conheça as principais:

Acreditações
Organização Nacional de Acreditação (ONA): é uma das mais importantes entidades brasileiras ligadas à ratificação da qualidade dos serviços de Saúde no País, com foco na segurança do paciente. Dividida em três níveis, exige o aprimoramento da gestão, maximização da segurança, melhoria na qualidade da assistência, além da valorização da marca. Conheça mais sobre ela no texto Entenda o processo completo para obter certificação hospitalar ONA.

Accreditation Canada: orienta e monitora os padrões de alta performance, qualidade e segurança. Focada em três alicerces: governança clínica, medicina baseada em evidência e menos sobrecarga em colaboradores. Foca no entendimento dos processos e eliminação do fluxo de padronização que não gere valor agregado. O resultado é a construção de processos internos de excelência, que reduzam a burocracia e racionalizem o tempo de trabalho.

Acreditação Nacional Integrada para Organizações de Saúde (Niaho): possui normatizações no âmbito da segurança assistencial, patrimonial e gestão do corpo clínico, centralizada na obtenção de resultados assistenciais eficazes e eficientes. Entre os seus diferenciais está a abordagem focada em gestão de riscos, ênfase na segurança predial ligada à proteção à vida e à saúde do paciente, planejamento de alta, avaliação rígida do corpo clínico, entre outros.

Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS): organização mundial sem fins lucrativos, centralizada na missão de otimizar a prestação de assistência à saúde por meio da tecnologia da informação (TI). Sua acreditação define requisitos mínimos que um hospital deve atender relacionados à maturidade de implementação do prontuário eletrônico. Saiba mais sobre ela no texto Hospital Digital: a interoperabilidade como fator essencial para avançar na HIMSS.

Joint Commission International: é uma organização não governamental norte-americana, nascida em 1994, que atua em mais de 90 países. Seus critérios passam por respeito aos direitos dos pacientes e familiares, alcance de indicadores internacionais de segurança, gerenciamento de fármacos, acesso ao tratamento e continuidade, capacitação dos recursos humanos, além do gerenciamento das informações hospitalares (prontuário).​
Certificações
ISO 9000: é a mais importante rede mundial de institutos de padronização, reunindo entidades de 148 países e representada, no Brasil, pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Possui como principal referência a ISO 9000, um conjunto composto pelas normas ISO 9000, 9001, 9004 e 9011, ligadas às orientações básicas para a implantação dos sistemas de gestão de qualidade, diretrizes para auditorias, controle de riscos, entre outros.

OHSAS 18001: define os requisitos mínimos para práticas de excelência em Saúde e segurança ocupacional. Entre os benefícios estão a redução de acidente e doenças de trabalho, maior engajamento dos colaboradores nos processos internos, estímulo às melhorias nas condições de trabalho, redução dos custos com inatividade, melhora no atendimento, além de demonstração de conformidade perante clientes e fornecedores.

As certificações e acreditações se complementam e são essenciais para que um hospital alcance a excelência na prestação de serviços de Saúde, fortalecendo seu respeito perante os olhos de clientes, fornecedores e colaboradores. Ter um sistema de gestão hospitalar eficiente é um dos primeiros passos para alcançar esses reconhecimentos, já que a automatização dos processos internos resulta em rapidez no atendimento, gestão eficiente dos insumos hospitalares e maior qualidade nos diagnósticos e procedimentos terapêuticos - bases qualitativas para que o hospital se harmonize a todo o rol de exigências técnicas e procedimentais impostos por essas e outras agências certificadoras.

 

Fonte: mv

Humanização hospitalar: os desafios da desospitalização

Ao contrário do que muitos pensam, o hospital nem sempre é o lugar mais adequado para tratamentos de saúde ou para a recuperação completa do indivíduo, já que passar um longo período internado pode aumentar os riscos de infecções e outras complicações. Até pouco tempo atrás, a desospitalização, ou seja, redução do tempo de internação para dar continuidade ao tratamento fora do hospital, mas com todo o suporte necessário, era encarada de forma negativa. Hoje o conceito já está sendo discutido pelos profissionais do setor, ressaltando a importância da humanização hospitalar.

“No hospital, as rotinas de horário de sono, banho e refeições são fixas e diferentes daquelas que o paciente está acostumado. Além disso, é um local no qual se tem contato com variados tipos de pacientes e doenças, gerando ansiedade e estresse”, explica Cristiane Lopes, professora do curso de biomedicina da Universidade Metodista de São Paulo. Segundo a especialista, quando o risco à segurança do paciente é maior em casa do que no hospital, a internação é importante. Mas, quando a permanência se prolonga além do necessário, os riscos de infecção, quedas e outros eventos são maiores. “O hospital, que passa a ser responsável pelo paciente, acaba ficando em risco também - esse é um sinal de que a alta deve ser considerada”, ressalta.

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Anatomia patológica traz precisão e detalhamento ao diagnóstico

A qualidade da assistência em Saúde está diretamente relacionada a diagnósticos precisos, rápidos e eficazes. Para alcançá-los, organizações investem cada vez mais na anatomia patológica para a identificação de inúmeras doenças, entre elas diversos tipos de câncer. Trata-se de um tipo de especialidade médica, assim como a cardiologia e a anestesia. “Na patologia, o diagnóstico de doenças é feito por meio de exames macroscópicos e microscópicos realizados em amostras de células e tecidos”, explica Aloísio Souza da Silva, patologista do Grupo Fleury.

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OMS lança a CID-11; veja o que muda na nova classificação internacional de doenças

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta segunda-feira, dia 18, a nova classificação internacional de doenças, a CID-11. Entre as novidades da publicação, estão a inclusão do distúrbio de games como um dos problemas de saúde mental, além de capítulos inéditos sobre medicina tradicional e saúde sexual.

A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, mais conhecida como CID, é um das principais ferramentas epidemiológica do cotidiano médico. A principal função do CID é monitorar a incidência e prevalência de doenças, através de uma padronização universal das doenças, problemas de saúde pública, sinais e sintomas, queixas, causas externas para ferimentos e circunstâncias sociais, apresentando um panorama amplo da situação em saúde dos países e suas populações.

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Como melhorar a relação entre médicos e pacientes?

Uma cólica insuportável me acordou às três da manhã em 2016. Essas dores não eram nenhuma novidade. Os últimos 30 dias haviam sido terríveis. Meu útero vinha me dando socos esparsos durante aquele ciclo menstrual. Na madrugada, joguei no Google algumas palavras-chave: “xixi ardência durante menstruação”. Os resultados das pesquisas indicavam o mesmo quadro clínico: endometriose, doença que faz com que partes do endométrio (camada interna do útero) se aloquem em outros órgãos, como ovários, intestinos e bexiga.

Às sete horas da manhã, com aquela falta de energia que só uma dor forte pode causar, fui a um pronto-socorro ginecológico na cidade de São Paulo. Relatei como tinham sido meus últimos dias. A médica apenas seguiu o protocolo: exame de gravidez e urina, ultrassom transvaginal e exame de toque — e se mostrou surpresa ao observar a menstruação. “Você não acha que pode ser endometriose?”, perguntei. Ela refletiu durante dois segundos, concordou e solicitou outro exame, que confirmaria minhas suspeitas iniciais.

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