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Tecnologia e medicina cardiovascular – associação que salva vidas

Tecnologia e medicina cardiovascular

A cada ano, cerca de 140.000 pessoas morrem de doenças cardiovasculares no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. As doenças cardiovasculares representam a principal causa de mortalidade e de comprometimento da qualidade de vida das pessoas ao redor do mundo, e em especial no Brasil. Esses números tendem a crescer nas próximas décadas, visto que a expectativa de vida vem aumentando e assim incidem sobre a população os fatores de risco por um tempo maior.

Panorama atual

Dados do Ministério da Saúde indicam que 55% da população estão com sobrepeso e 20% dessas pessoas já estão na faixa da obesidade. Associado a isso, temos o envelhecimento da população que, sabidamente, é a fase da vida em que os males cardíacos passam a preponderar. Atualmente, 8% dos brasileiros têm mais de 65 anos de idade. Em 2030, serão 15%, segundo projeções do IBGE. Além disso, a alta prevalência de diabetes, hipertensão e dislipidemia somados ao tabagismo e ao estresse da vida moderna contribuem para o aumento significante da incidência e gravidade da doença cardiovascular.

Nos últimos 50 anos, a medicina empreendeu um imenso esforço para reverter a velocidade da progressão dos problemas do coração. Medicamentos, diagnósticos e tratamentos cada vez mais avançados conseguiram reduzir significativamente a mortalidade da doença cardiovascular no Brasil e no mundo.

Tecnologia

O cardiologista hoje, tem à sua disposição um arsenal de ferramentas diagnósticas e terapêuticas que complementam sua atividade clínica. Exemplos de avanço da cardiologia diagnóstica são a angiotomografia para o diagnóstico precoce da doença coronária, as técnicas modernas de ecocardiografia para seguimento e avaliação do paciente com doenças cardiovasculares e os testes genéticos para estabelecer prognóstico e propor aconselhamento genético em familiares de pacientes.

Inovação em terapia são os stents modernos coronarianos, as cirurgias valvares minimamente invasivas (sem cirurgia aberta), a cirurgia robótica, o tratamento de arritmias por cateter, as técnicas de implante de coração artificial e a disponibilidade de unidades de terapia intensiva cardiológica com tecnologia de última geração.

Relação humana é essencial

Entretanto, o tratamento de um paciente cardiológico é muito mais complexo do que a simples disponibilidade de infra-estrutura. O cuidado a um paciente cardiopata envolve humanização, a construção de uma relação médico-paciente intensa capaz de atuar na conscientização do paciente em relação à necessidade de estabelecer hábitos de vida saudáveis visando a prevenção cardiovascular e a adesão ao tratamento, e ao mesmo tempo a criação de laços de confiança para que o cuidado seja focado no paciente, visando seu bem-estar no âmbito da cura e da melhora de sua qualidade de vida.

Inúmeros estudos demonstram a existência de uma relação direta entre o nível de aderência ao tratamento e a percepção do risco que o paciente tem de sua doença. Quanto maior for a percepção do paciente com relação a esse risco, maior a chance de seu tratamento ser eficiente e resultar na cura ou no controle de sua doença. O diálogo continuado e verdadeiro entre o médico e o paciente, desde a era de Hipócrates, não encontrou substituto na história. Dali, nascem os diagnósticos, as ponderações, os planos de tratamento e as alternativas.

Fazer cardiologia em 2017 é acreditar que o melhor resultado ao paciente virá da combinação da tecnologia com a boa medicina, pautada nos conceitos básicos da relação médico-paciente, na história clínica e exame físico, e na individualização do cuidado, levando em consideração as características e as respostas de cada paciente ao tratamento proposto.

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