Busque o que procura!

Hospitais que priorizam apenas o resultado financeiro irão quebrar dentro de cinco anos

Hospitais que priorizam apenas o resultado financeiro irao quebrar dentro de cinco anos02

As novas tecnologias podem ajudar os departamentos de recursos humanos (RHs) a reunirem dados que traçam o perfil dos colaboradores, bem como o comportamento daqueles que melhor se adaptam à instituição – permitindo uma seleção mais assertiva e direcionando treinamentos para as necessidades individuais dos profissionais.

Buscando novas ferramentas e a atualização desses conceitos o 2º Simpósio de Gestão Hospitalar de Mato Grosso abordou o eixo “Gestão de Pessoas: Processos e Resultados de Programas de Atração, Retenção e Capacitação”.

Promovido pelo Hospital Santa Rosa, o simpósio teve como foco reunir gestores da área de saúde, empresários do segmento, médicos e estudantes de medicina. O objetivo foi apresentar informações que visem auxiliar os gestores em suas relações comerciais, humanas, sociais e tecnológicas. Em sua segunda edição, o evento trouxe como tema “A Contribuição dos Modelos de Acreditação Hospitalar para os Resultados da Organização”.

Gestão de pessoas

De acordo com o economista e professor Fernando Torelly, diretor executivo do Hospital Sírio Libanês, pessoas informadas – em qualquer parte do processo – podem contribuir com a instituição. Contudo, esta “usina para gerar resultados” ainda não está sendo bem utilizada.

“Se você é bem atendido, você tende a voltar. A experiência do passado dirige o nosso consumo no futuro. Pessoas inspiradas e engajadas sustentam processos, que atendem as expectativas dos clientes e a empresa continua crescendo e ganhando dinheiro. Aliás, precisamos ter em vista que é no momento de crise que precisamos investir em qualidade. Hospitais que priorizam apenas o resultado financeiro irão quebrar daqui a cinco anos“, prevê Torelly.

Pensamento reiterado pela gerente de recursos humanos do Hospital Santa Rosa, Rosangela Martha Santos, que ressalta que este é um caminho a ser traçado tendo como base um “RH estratégico”. Já que, como pontuou a superintendente executiva do Hospital Santa Rosa, Mara Nasrala, o Brasil passa por um momento ímpar em que se cobra eficiência e redução de desperdícios.

''Este modelo irá contribuir com as estratégias e objetivos da instituição. Também precisamos cuidar de quem cuida. Valorizar as pessoas para que elas tenham em si o espírito de ‘cuidar’. Por meio de diversos programas, buscamos quedas na rotatividade e no absenteísmo, a retenção de talentos, melhorias no clima do hospital e nas taxas de custo-benefício, entre outros indicadores“, explica Rosangela Martha Santos.

Desafios

Segundo a superintendente de qualidade e responsabilidade social do Hospital do Coração (HCor), Bernardete Weber, outro ponto que deve ser destacado diz respeito aos impactos das acreditações e certificações na gestão de pessoas – que deve ser avaliado junto aos desafios que as instituições enfrentam neste processo.

“Antes o foco no paciente era secundário na gestão, hoje isso mudou. Visamos difundir um cuidado integrado. No entanto, uma das maiores dificuldades que enfrentamos é a distância entre o processo educativo formal dos profissionais e as demandas das instituições de saúde. A velocidade do conhecimento na atenção na saúde diverge do que se é praticado nas academias. Cabe aos gestores o papel de trazer para eles a ‘escola da prática'”, pontua Weber.

Saúde do futuro

Se por um lado as tecnologias e a educação continuada representam um grande avanço para a gestão de pessoas, o presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, enfatiza que não podemos perder a essência do olhar humanizado.

“A assistência à saúde ficou cínica. Estamos nos focando demais em tecnologia ou em nós mesmos – os profissionais da área. Temos que ter o cliente como objetivo. As pessoas entram no hospital e notam três coisas: pessoas, equipamentos e tecnologia de informação. Precisamos de assistências mais humanizadas e propiciar acolhimento. A propósito, a assistência ainda tem sido tratada de forma verticalizada. O novo modelo, do futuro, propõe uma horizontalidade no processo“, contextualiza Baletrin.

Balestrin ainda complementa que discussões acerca da união dos setores de saúde público e privado devem ser valorizadas. “Há uma catarata ideológica na saúde. Não enxergar que o desenvolvimento das instituições se dará pela comunhão entre o sistema público e privado é ter uma visão do século 19. A região da Catalunha, na Espanha, já é um bom exemplo do que pode ser feito a partir da união desses dois setores”, ressalta.

Acreditação

O Santa Rosa é o único hospital do Centro-Oeste certificado pela Acreditação Canadense, nível Diamond – uma das principais certificações de qualidade em saúde no mundo. A instituição também é certificada em Excelência, Nível III, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

“Desde a abertura do Santa Rosa, há 20 anos atrás, temos como foco um grande objetivo: o paciente, pelo qual temos muito respeito. Uma gestão ética, transparente, inovadora e com compliance são bases que devemos seguir“, comenta o diretor presidente do Hospital Santa Rosa, José Ricardo de Mello.

Compartilhe

Curta

Parceria

medico consulta com br