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Centro cirúrgico é sinônimo de... conflito! Mas quem disse que isso é ruim?

Centro cirurgico e sinonimo de

Confronto é normal em equipes de alto desempenho, mas o respeito precisa prevalecer: “O anestesista é peça fundamental para o rendimento do centro cirúrgico”, afirma o Dr. Giorgio Pretto, professor do Portal Anestesia e corresponsável pelo CET de Joinville, Santa Catarina.

Um estudo conduzido na Inglaterra, na área da saúde, concluiu que a comunicação rude e agressiva entre médicos afetava 35% dos profissionais. As principais causas apontadas foram carga de trabalho, falta de apoio, preocupação com a segurança do paciente, hierarquia e cultura.

Para o anestesista Dr. Giorgio Pretto, professor do Portal Anestesia e corresponsável pelo CET de Joinville, Santa Catarina, o confronto é normal em equipes de alto desempenho, mas o respeito precisa prevalecer: “O alto desempenho pressupõe que as equipes tenham amplo conhecimento sobre os próprios assuntos e os dos outros, levando ao confronto. Isso é muito saudável quando se tem um objetivo comum, que é o melhor resultado do paciente, e o respeito entre as especialidades é mantido”.
As metas e objetivos devem ser os mesmos para todos: cirurgião, anestesista e instituição trabalhando pela qualidade do atendimento e a segurança do paciente, mas quando uma das áreas não colabora ativamente, um elo se perde e a percepção do paciente e o restante ficam comprometidos. “Isso é um ideal, não necessariamente ocorre na maioria dos casos. É preciso lideranças comprometidas, tempo e investimento”, afirma o Dr. Giorgio.

Anestesista é peça fundamental

O Dr. Giorgio Pretto acredita que, por ser o profissional que fica o dia todo no centro cirúrgico e conhece bem a rotina do local e o trabalho de todos os outros cirurgiões e profissionais, o anestesista é o profissional mais adequado para opinar sobre o funcionamento multidisciplinar do centro cirúrgico e o relacionamento ente os membros das equipes. Segundo ele, não há como o anestesista não interferir nesse relacionamento quando assume a responsabilidade de comandar o centro cirúrgico. “Por vezes e por motivos variados, a direção prefere não deixar a cargo da anestesia o comando do centro cirúrgico. Mas não há como gerenciar adequadamente um centro cirúrgico sem a participação da anestesia, nem no funcionamento nem no relacionamento. No final, tudo depende do comprometimento da equipe”, declara.

Para ele, o comprometimento da equipe anestésica é sempre fundamental. “É o anestesista quem mais opina sobre o prognóstico do paciente, portanto, ele é a peça fundamental para o rendimento do centro cirúrgico. Isso não é opinião, é fato”, afirma.

 

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